quinta-feira, 31 de março de 2011

Filosofia da Linguagem


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Filosofia da linguagem é o ramo da filosofia que estuda a essência e natureza dos fenômenos lingüísticos. Uma das principais características da filosofia da linguagem é a maior diferença entre o ser humano e os outros seres que existem no mundo. Ela trata de um ponto de vista filosófico, da natureza do significado lingüístico, da referencia, do uso da linguagem, do aprendizado da linguagem, da criatividade dos falantes, da compreensão da linguagem, da interpretação, da tradução, de aspectos lingüísticos do pensamento e da experiência. Trata também do estudo da sintaxe, da semântica, da pragmática e da referencia. Ela está ainda menos bem definida e possui um princípio de unidade ainda menos claro do que a maioria dos outros ramos da Filosofia. Os problemas da linguagem que são tipicamente tratados pelos filósofos constituem uma coleção pouco conexa, para a qual é difícil encontrar qualquer critério nítido que a distinga dos problemas de linguagem de que se ocupam gramáticos, psicólogos e antropólogos. Podemos chegar a uma noção inicial da amplitude dessa coleção fazendo um levantamento dos vários pontos onde, no âmbito da Filosofia, surge o interesse pelos problemas da linguagem.





Partes da realidade

Para Wittgenstein, o grande problema na filosofia da linguagem tem sua origem em Platão, que interpretava todas as palavras como nomes próprios, em que cada nome corresponde a um objeto. Os nomes comporiam as unidades simples das quais são tecidas as afigurações do mundo, sua estrutura lógica. Sempre seria possível reduzir as unidades complexas de significação aos seus elementos mais simples. 

Nas "Investigações Filosóficas", Wittgenstein coloca esse modelo em xeque ao se perguntar quais são as partes simples que compõem a realidade. Por exemplo: quais são as partes constituintes simples de uma poltrona? A resposta, naturalmente, depende do contexto em que surgiu a pergunta, se ela parte de empregados de uma empresa interessados em desmontar a poltrona para transportá-la, ou de um cientista interessado em analisar os riscos de combustão dos materiais etc.
Ou seja, o que é "simples" ou "composto" é completamente dependente do jogo de linguagem que se está jogando. Mas o que é jogo de linguagem? Wittgenstein não nos dá uma definição, pois é justamente com essa visão de filosofia que está tentando romper: a de que cada palavra corresponde a um objeto.

Campos

Antropologia


A antropologia é uma ciência social surgida no século XVIII. Porém, foi somente no século XIX que se organizou como disciplina científica. A palavra tem o seguinte significado: antropo=homem e logia=estudo.


Esta ciência estuda, principalmente, os costumes, crenças, hábitos e aspectos físicos dos diferentes povos que habitaram e habitam o planeta.
Portanto, os antropólogos estudam a diversidade cultural dos povos. Como cultura, podemos entender todo tipo de manifestação social. Modos, hábitos, comportamentos, folclore, rituais, crenças, mitos e outros aspectos são fontes de pesquisa para os antropólogos.
A estrutura física e a evolução da espécie humana também fazem parte dos temas analisados pela Antropologia. 
Os antropólogos utilizam, como fontes de pesquisa, os livros, imagens, objetos, depoimentos entre outras. Porém, as observações, através da vivência entre os povos ou comunidades estudadas, são comuns e fornecem muitas informações úteis ao antropólogo.

Antropologia cultural
Antropologia visual

Linguística


A Linguística é o estudo científico da linguagem verbal humana. Um lingüista é alguém que se dedica a esse estudo. A pesquisa lingüística é feita por muitos especialistas que, geralmente, não concordam harmoniosamente sobre o seu conteúdo.
Fonética
Fonologia
Morfologia
Semântica
Sintaxe



Lógica


Outro ramo da Filosofia em que o interesse pela linguagem tem lugar preponderante é a lógica. A lógica é o estudo da inferência; mais precisamente, é a tentativa de criação de critérios para distinguir as inferências válidas das inválidas. Como o raciocínio se efetua pela linguagem, a análise das inferências depende da análise dos enunciados que figuram como premissas e conclusões. 0 estudo da lógica revela o fato de que a validade ou invalidade de uma inferência depende das formas dos enunciados, que compõem as premissas e a conclusão, entendendo-se por "forma" as espécies de termos que os enunciados contêm e o modo como esses termos estão combinados no enunciado. Assim, de duas inferências que superficialmente parecem muito semelhantes, uma poderá ser válida e a outra inválida por causa de uma diferença na forma de um ou mais dos enunciados envolvidos. Consideremos os seguintes pares de inferências.
Os campos que examinam as condições sociais nas quais os significados e as linguagens emergem são chamados de metassemântica. A etimologia e a estilística são exemplos de áreas de investigação metassemânticas.
Na sociologia, o internacionalismo simbólico é baseado na intuição que a organização social humana é baseada quase inteiramente sobre o uso de significados. Em conseqüência, qualquer explicação de uma estrutura social, como uma instituição, precisaria explicar os significados partilhados que criam e sustentam a estrutura.
Outra questão importante sobre mente e linguagem é em que medida a linguagem influencia o pensamento, e vice versa.
Embora os filósofos sempre tenham discutido a linguagem, ela começou a desempenhar um papel central na filosofia no final do século XIX. No século XX a filosofia da linguagem tornou-se tão central que em alguns círculos de filosofia analítica que os problemas da filosofia em geral foram tratados como problemas de filosofia da linguagem.


Historia
A investigação filosófica da linguagem pode ser encontrada já nos textos de Platão, Aristóteles e autores estousico.
No Crátilo (uma obra em forma de diálogo) Platão trata de questões relativas à relação entre os nomes e as coisas que os mesmos designam. Tal relação é natural ou convencional? No final do diálogo ele admite que convenções sociais estão envolvidas na fixação dos nomes às coisas e que há problemas na idéia que palavras e fonemas têm significados naturais.
Platão também é responsável pela explicação da possibilidade do discurso sobre a falsidade e o não- ser. É fácil explicar como falamos sobre o que é, existe ou acontece. Se o céu está azul, e dizemos "o céu está azul", o que dizemos é verdadeiro, pois se relaciona de maneira adequada com a cor do céu, o estado de coisas. Mas se o céu está azul, e dizemos "o céu não está azul", o que dizemos é falso, e aqui temos um problema, pois o que dizemos não se relacionada a nada. Se não se relaciona a nada, então não se relaciona, pois o nada não é nada (coisa alguma, ou, mais adequadamente em filosofia, ente físico ou ideia alguma), e não pode ser o elemento de uma relação. E, no entanto, falamos muitas coisas que não são, ou são falsas. Isso é possível, segundo Platão, porque as frases são complexas, ao contrário dos nomes, os quais são simples. Um nome designa a coisa que designa se a coisa existe, ou não designa nada se a coisa não existe. A frase não nomeia coisa alguma. Nela se atribui um predicado a um sujeito gramatical, e é nessa atribuição que há espaço para que se diga, de uma coisa, algo que não cabe a ela. Eis onde nasce a possibilidade do discurso sobre a falsidade e o não-ser.
Aristóteles ocupou-se de questões de lógica, das categorias e do significado. Ele separou todas as coisas nas noções de gênero e espécie. Ele defendeu que o significado de um predicado é estabelecido através da abstração das similaridades entre várias coisas individuais. Tal teoria deu origem ao nominalismo, na Idade Média, mas há influência aristotélica também na posição oposta, o realismo sobre os universais. Dentre os medievais, Pedro Alberto é notável pela antecipação de muitas idéias modernas sobre a linguagem.
O debate sobre o significado dos universais interessou a vários filósofos. Qual o significado de "pedra", por exemplo? Para os realistas a palavra refere-se a uma entidade abstrata. (A teoria das formas ou idéias de Platão é um exemplo de realismo.) Para os nominalistas a palavra é um som comum que utilizamos para designar cada pedra.
A filosofia da linguagem foi considerada importante por vários filósofos modernos, incluindo John Austin, Ferdimand de Saussure, Schopenhauer, Umberto Eco, Hegel, Herder, Wilhelm von Humboldt, Kant, Leibniz, Locke, Nietzsche, Charles Sanders Peirce, John Searle, Vico, Foucault, e Wittgenstein.
Embora os filósofos sempre tenham discutido a linguagem, ela começou a desempenhar um papel central na filosofia no final do século XIX. No século XX a filosofia da linguagem tornou-se tão central que em alguns círculos de filosofia analítica que os problemas da filosofia em geral foram tratados como problemas de filosofia da linguagem.




Debate sobre experiência profissional

Em nosso debate abordamos o tema experiência profissional, onde cada participante pode compartilhar algumas experiências e opiniões  sobre o assunto. Foram colocadas em palta as seguintes questões:
  • ·         A falta de experiência é uma vantagem ou uma desvantagem na hora da contratação?


  • ·         Muitos  empregos seguidos é uma vantagem ou uma desvantagem?


  • ·         A idade influencia na contratação?


  • ·         Você acha que a aparência física influencia na escolha do candidato?


  • ·         Como superar o fato de você ser uma pessoa sem experiência?


  • ·         O que é mais importante, a escolaridade ou a experiência?


  • ·         Porque mudar de profissão é tão difícil?


  • ·         Hoje existem muitos profissional com uma enorme dificuldade de se recolocar no mercado de trabalho, por que?


  • ·         O que é mais relevante hoje em dia, o profissional que tem varia habilidades ou o profissional que é especializado em uma?

TRABALHO DE LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL

Parada Proibida em Ponto de Onibus


A falta de respeito dos motoristas que prejudicam os usuários do Sistema de Transporte Coletivo, que muitas vezes são obrigados a parar no meio da rua para os passageiros entrar. Alguns passageiros de idade mais avançada têm uma grande dificuldade de entrar no ônibus, devido a esse motivo demora um pouco a subir para o ônibus, o que gera os motoristas que estão parados esperando, que ficam reclamando, falando mal, e até buzinando. Essa situação fica muito ruim para a população em geral. O tenente da policia militar disse que é ”Proibido estacionar nestes locais” e que até existem multas para pessoas que fazem esse tipo de infração, é preciso colocar um ponto final na falta de fiscalização nas grandes cidades.

Conclusão

            Como vimos, este trabalho é resultado de uma pesquisa detalhada que exigiu muita reflexão no decorrer de sua execução.
Tivemos a oportunidade de conhecer a realidade de pessoas que sofrem com as infrações cometidas por motoristas imprudentes, que não respeitam a sinalização, nem tampouco o usuário de transportes coletivos.  Vimos também que os motoristas são fortemente afetados por tal desrespeito, pois eles acabam sofrendo com os atrasos no percurso e com o stress que esse tipo de situação provoca no profissional. Conhecemos também as multas que podem ser aplicadas aos infratores e as penalidades em pontos aplicadas em sua carteira de habilitação, porém percebemos que a fiscalização não é eficiente, pois a infração é cometida recorrentemente tanto no centro da cidade como em bairros afastados.
A pesquisa mostra o quanto sofrem os passageiros com o embarque e desembarque, quando a parada de ônibus é ocupada por algum veículo. Os transtornos causados aos passageiros vão desde a dificuldade de idosos em subir nos coletivos que têm que parar no meio da rua até banho de chuva e o risco de um atropelamento. Mas não para por aí, a sociedade toda acaba sendo vitimada por esses infratores, pois o ônibus demora mais nas paradas, causando atraso dos usuários na chegada aos seus destinos, sem contar que tal transtorno aumenta os congestionamentos deixando o trânsito da cidade ainda mais caótico.
Baseado em toda essa realidade, temos como proposta uma campanha de conscientização para que não haja mais esse tipo de infração no transito de nossa cidade. A campanha deve atingir não só os motoristas infratores, mas também a sociedade como um todo que deve cobrar dos motoristas uma postura mais respeitosa e também delatar às autoridades quando flagrarem veículos nessas condições.
Se todos participarem, temos certeza que conseguiremos obter resultados satisfatórios no que diz respeito ao espaço de cada um na sociedade.


Heráclito e Parmênides: o surgimento da filosofia entre o ser e o vir-a-ser
Heráclito

Heráclito, considerado um dos filósofos pré-socráticos mais importantes, nasceu em Éfeso, região da Jônia, por volta de 540 a.C., tornou-se conhecido como o ‘pai da dialética’, pois abordava a questão do devir – o vir a ser, as mutações. Avesso à vida em sociedade, de natureza triste e arrogante, era chamado de ‘Obscuro’, por rejeitar a vida pública, desconsiderar a arte, a filosofia e a religião, bem como por ter escrito uma obra – “Sobre a Natureza” – considerada pouco inteligível em seu estilo. Depois de algum tempo, radicalizou sua filosofia de vida e passou a viver isolado nas montanhas.
Apesar de tudo, ele expressou com intensidade a questão da singularidade constante do Homem em vista da diversidade e da mutação dos objetos efêmeros. Ele comprovou a realidade do ‘Logos’, uma lei geral que governa todos os eventos de natureza privada e é o alicerce da ordem universal, de uma harmonia constituída por oposições internas. Seus ensinamentos são polêmicos até hoje. De sua produção filosófica restaram os aforismos – sentenças que em poucas palavras revelam uma regra ou um princípio de longo alcance -, reproduzidos ao longo dos séculos pelos mais variados escritores. Eles foram produzidos por Heráclito em um estilo próprio dos oráculos.
Segundo Heráclito, o fluxo permanente define a harmonia universal. Tudo se move, nada se fixa na imutabilidade. Ele costumava repetir uma frase que se tornou célebre – ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou. Assim, tudo é regido pela dialética, a tensão e o revezamento dos opostos. Portanto, o real é sempre fruto da mudança, ou seja, do combate entre os contrários. Para este filósofo, a dialética pode ser exterior – um raciocínio de dentro para fora – e imanente do objeto – quando se foca na observação atenta do ser. Heráclito entende este processo dialético como um princípio.
Deste conflito entre os opostos é que nasce a concórdia, a harmonia. Isto permite que o Ser seja uno ao mesmo tempo em que se encontra mergulhado nas constantes mutações do contexto que o envolve. Ele ainda afirma que os contrários ocupam perfeitamente o mesmo espaço, simultaneamente, como o início e o final de uma esfera. Partindo destes postulados, Heráclito estabeleceu uma ‘arché’, ou seja, uma origem de tudo que há – o fogo, para ele o elemento primordial entre os outros que constituem o universo: água, terra, ar. Sob seu ponto de vista, esta substância transmuta-se em tudo que existe, assim como tudo nela se transforma – percebe-se, assim, um fluxo constante de mutação.

Parmênides


Nascido em Eleia, atual Vélia (Itália), Parmênides é considerado o fundador da escola eleática. É provável que tenha sido discípulo de Xenófanes de Cólofon e sua inspiração para a filosofia tenha sido despertada pelo pensador Amínias.

Parmênides era figura admirada pelos filósofos de seu tempo. Teve uma vida sempre sóbria e regrada, mas não é possível afirmar isto com certeza, pois pouco sabe-se sobre sua vida. Relatos de alguns estudiosos indicam que ele tenha passado por Atenas ao completar seu 65º aniversário. Por lá, conheceu Sócrates e se tornou seu amigo.
A obra “Sobre a Natureza” é o livro de maior importância que expressa seu pensamento. Este livro pode ser considerado um poema filosófico que Parmênides dividiu em duas partes: uma fala sobre o caminho opinativo e a outra tenta explicar o caminho da verdade. Parmênides batizou a primeira de “dóxa” e a segunda de “alétheia”.
Nas palavras do próprio filósofo: “É preciso que tu aprendas: / o sólido coração da bem redonda Verdade / e as opiniões dos mortais, nas quais não há verdadeira certeza. / E, no entanto, também isso aprenderás: como as coisas que parecem deviam verdadeiramente ser, sendo todas em todos os sentidos”.
Apenas para tornar mais clara a sua doutrina, podemos dividi-la em:
  • Unidade e a imobilidade do Ser
  • O mundo sensível é uma ilusão
  • O Ser é Uno, Eterno, Não-Gerado e Imutável
  • Não se confia no que vê
O pensador acreditava que nosso pensamento seria capaz de alcançar a compreensão total, genuína. De todos os filósofos que precederam Platão, Parmênides é considerado o que mais influenciou as gerações posteriores. Ele pregava que a matéria é imutável, imóvel, indivisível e nada pode destruí-la.
Heráclito procura explicar o mundo pelo desenvolvimento de uma natureza comum a todas as coisas e em eterno movimento. Ele afirma a estrutura contraditória e dinâmica do real. Para ele, tudo está em constante modificação. Daí sua frase "Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio", já que nem o rio nem quem nele se banha são os mesmos em dois momentos diferentes da existência. Parmênides, ao contrário, diz que o ser é unidade e imobilidade e que a mutação não passa de aparência. Para Parmênides, o ser é ainda completo, eterno e perfeito.



OS OPOSTOS QUE SE ATRAEM
ABELHA E A FLOR



A Florapesar de contribuírem com a beleza da natureza, principalmente durante a primavera, possui um único objetivo: contribuir com a produção de sementes do vegetal para que desta forma, novas plantas são capazes de crescer.
Uma simplesFloré formada por duas partes principais: sépalas e pétalas. O papel das sépalas é proteger a Flor quando ainda está em botão, ou no momento em que se fecha, à noite. Já as pétalas coloridas têm a função de atrair as espécies necessárias de insetos para polinizar a Flor, ou seja, trazer o pólen de outraFlor da mesma espécie (polinização), colocando-a no estigma.
Os grãos do pólen são minúsculos e não podem ser vistos a olho nú. Para visualizá-los é necessário utilizar um microscópio, desta forma, é possível notar que estes podem ter diferentes formas. Após chegar ao estigma, os grãos de pólen seguem através de tubos extremamente estreitos, seguindo do estilete ao ovário. Antes do desenvolvimento dos óvulos, no ovário, para a formação de sementes, é necessário que sejam tocados por um desses finos tubos, para que sejam fertilizados.
As flores geram seu pólen nas pontas dos estantes (chamadas anteras). Geralmente, é melhor para as plantas que elas sejam fertilizadas pelo pólen de outra espécie, isto ocorre através da ajuda da Abelha.
As Abelhas são responsáveis pela polinização das plantas. Ao buscar seu alimento nas flores, levam junto ao corpo o pólen para outras plantas, possibilitando assim a reprodução das mesmas. O principal alimento das Abelhas é o néctar produzido pelas plantas e encontrado em diversas espécies de Flores. As Abelhas produzem o mel dentro da colméia para servir de alimento e a geléia real também é produzida e serve de alimento para a Abelha rainha.
A Abelha é atraída pela cor, perfume e pelo néctar que a Flor produz, esta é uma importante associação entre plantas e animais, pois os grãos de pólen (estrutura reprodutora masculina das plantas) grudam na Abelha, que ao transportar para outra Flor contribui com a fecundação e aumentando a variabilidade genética das espécies de plantas.
Como homem e mulher serem humanos tão opostos que se atraem e se completam tão intensamente, assim também acontece com aAbelhae a Flor serem do mundo animal e vegetalque se completam para sua existência.

A ABELHA E A FLOR


Ide pois aos vossos campos e pomares,
e lá aprendereis que o prazer da abelha
é de sugar o mel da flor,
mas que o prazer da flor
é de entregar o mel à abelha.

Pois, para a abelha,
uma flor é uma fonte de vida.
E para a flor
uma abelha é mensageira do amor.

E para ambas,
a abelha e a flor,
dar e receber o prazer
é uma necessidade e um êxtase.


Khalil Gibran




Livro: Morgan, Gareth. Imagens da Organização. Atlas.
Capitulo 2 – A MECANIZAÇÃO ASSUME O COMANDO: AS ORGANIZAÇÕES VISTAS COMO MÁQUINAS.
Resenha
Após a leitura do capitulo acima, analisamos que as ideias dos teóricos da administração clássica são reforçadas sob o disfarce de “administração moderna”, vemos que as propostas de Frederick Taylor estão presentes ante os dias de hoje ao mecanizar a organização das pessoas e do trabalho e a falta de atenção aos aspectos humanos dentro das organizações.

Este modelo de organização é possível nos dias de hoje?
O trabalho mecânico e repetitivo está presentes em fabricas de produção em massa, escritórios, em cadeias de “refeições rápidas”. Os trabalhadores desempenham um conjunto de funções predeterminadas, comportando-se como se fossem parte dessa máquina.

Identifique uma organização que tenha o perfil analisado do capitulo?
A empresa líder no segmento de serviço rápido de alimentação o MC DONALD`S presente em 118 países, adota os princípios da mecanização do trabalho onde seus funcionários tem cada ação sido pré-planejada de maneira minuciosa, os funcionários são treinados para interagirem com os clientes no atendimento rápido dos pedidos e sofrem uma grande pressão por parte da supervisão quanto ao seu desempenho.
A empresa FORD fundada no inicio do século XX, foi a primeira empresa a desenvolver a produção em grande escala de carros e mantem até hoje a esteira em linha de produção. Onde cada funcionário tem que efetuar algumas funções em tempo pré- determinado.

IMAGINÁRIO



1.    O QUE É?
O processo do imaginário constitui-se da relação entre o sujeito e o objeto que percorre desde o real, que aparece ao sujeito figurado em imagens, até a representação possível do real. Esse possível real consiste na potencialidade, no conjunto de todas as condições contidas virtualmente em algo. Nesse sentido, o imaginário não apenas previne situações futuras, como em sua atividade antecipatória orienta-se para um porvir não suspeitado, não previsto. A determinação deste futuro virtual é acometida por uma imaginação transgressora do presente dirigida à consecução de um possível não realizável no presente, mas que pode vir a ser real no futuro.

2.    DO QUE É FEITO?
O imaginário não é apenas cópia do real; seu veio simbólico agencia sentidos, em imagens expressivas. A imaginação liberta-nos da evidência do presente imediato, motivando-nos a explorar possibilidades que virtualmente existem e que devem ser realizadas. O real não é só um conjunto de fatos que oprime; ele pode ser reciclado em novos patamares. A função utópica da consciência antecipadora é a de nos convencer de que podemos equacionar problemas atuais em sintonia com as linhas que antecipam o futuro. Só a imaginação permite à consciência humana adaptar-se a uma situação específica ou mobilizar-se contra a opressão.

Alguns tipos de imaginação:
·         Imaginação irrealizadora, que torna ausente o presente e nos coloca vivendo numa outra realidade que é só nossa, como no sonho, no devaneio e no brinquedo. Essa imaginação tem forte teor magico;
·         Imaginação fabuladora, de caráter social ou coletivo, que cria os mitos e as lendas pelos quais uma sociedade, um grupo social ou uma comunidade imaginam sua própria origem e a origem de todas as coisas, oferecendo uma explicação para o seu presente e, sobretudo para a morte. Nesse caso, a imaginação cria imagens, simbólicas para o bem e o mal, o justo e o injusto, o puro e o impuro, o belo e o feio, o mortal e o imortal, o tempo e a natureza pela referencia às divindades e aos heróis criadores; explica os males desta vida por faltas originárias cometidas pelos seres humanos e promete uma vida futura feliz após a morte. É a imaginação religiosa;
·         Imaginação criadora, que inventa ou cria o novo nas artes, nas ciência, nas técnicas e na Filosofia. Nela, combinam-se elementos afetivos, intelectuais e culturais que preparam as condições para que algo novo seja criado e que só existia primeiro, como imagem prospectiva ou como possibilidade aberta. A imaginação criadora pede auxilio à percepção, à memoria, às ideias existentes, à imaginação reprodutora e evocadora para cumprir-se como criação ou invenção. As utopias são expressões literárias e politicas da imaginação criadora.

3.    QUAL A SUA IMPORTANCIA PARA A SOCIEDADE?
O imaginário social é composto por um conjunto de relações imagéticas que atuam como memória afetivo-social de uma cultura, um substrato ideológico mantido pela comunidade. Trata-se de uma produção coletiva, já que é o depositário da memória que a família e os grupos recolhem de seus contatos com o cotidiano.
Bronislaw Baczko diz que “é por meio do imaginário que se podem atingir as aspirações, os medos e as esperanças de um povo”. É nele que as sociedades esboçam suas identidades e objetivos, detectam seus inimigos e, ainda, organizam seu passado, presente e futuro. O imaginário social expressa-se por ideologias e utopias, e também por símbolos, alegorias, rituais e mitos. Tais elementos plasmam visões de mundo e modelam condutas e estilos de vida, em movimentos contínuos ou descontínuos de preservação da ordem vigente ou de introdução de mudanças.

4.    QUAL A RELAÇÃO ENTRE IMAGINARIO E LINGUAGEM?

Podemos ver o imaginário como um ponto de partida da linguagem, provedor das matrizes de uma recriação ou como um mediador entre o real e o simbólico. Esse movimento de recriação, que se identifica coletivamente, acontece antes em nível individual. Essa capacidade de imaginar ou configurar mentalmente um objeto vem a ser o caminho através do qual podemos perceber o imaginário.
É através dos gestos e da linguagem que a significação da situação imaginária se produz. Ou melhor, a própria situação imaginária ganha forma quando um gesto ou uma palavra transforma um objeto em outro, uma ação em outra, produzindo novos sentidos.
A linguagem humana pressupõe o homem em atividade, compartilhando e se relacionando com o meio social, pois é no social que a linguagem se estabelece como atividade intermediária entre o desejo e o encontro do objeto de satisfação, é, portanto, a linguagem o modo fundamental de orientação do sujeito no mundo.

Platão “considera que a linguagem pode ser um medicamento ou um remédio para o conhecimento, pois pelo diálogo e pela comunicação, conseguimos descobrir nossa ignorância e aprender como os outros. Pode, porém, ser um veneno quando, pela sedução das palavras, nos faz aceitar, fascinados com o que vimos ou lemos, sem que indaguemos se tais palavras são verdadeiras ou falsas”.